terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Intimo..



Uma luz escura, o suficiente para se ver o que é preciso.
Uma musica de fundo para inspiração e a imaginação fluírem melhor. O cheiro forte e quente de dois corpos ainda não unidos, mas fervendo de vontades.

Uma liga, um corset, aperfeiçoando suas formas e curvas, e o corpo fala por si só, levado as notas que ecoam entre o quarto. Os braços se erguem e vão descendo lentamente pelos cabelos, embalados pela musica, ela anda em direção ao seu alvo e lentamente o leva para a cama , o empurra e a perna à mostra com um belo salto  sobe imponente para entre suas pernas, a mão que antes deslizava sobre os cabelos passa pelos lábios macios e carnudos enquanto um leve olhar  devora o que à sua frente.

Ela vai o deitando aos poucos e indo em sua direção, para cima como quando um leão se prepara para atacar sua presa, sem pressa saboreia toda luxuria que o momento lhe proporciona.
Ataca-se a pele, come com voracidade a boca, se perdem entre os corpos, as mãos firmes puxam os cabelos, arrepios causados pelo toque da linguá...

E todos sabemos onde termina, dois corpos desnudos numa cama ardente, suspiros ofegantes, gemidos mudos, soltos, libertos de qualquer pudor, livres, certos de que não havia nada melhor a ser feito.





sábado, 16 de fevereiro de 2013

O ridículo da vida...


Já não surpreende mais.
E tudo que se quer, quase sempre não se tem.
Por favor avise até onde podemos ir, podemos sonhar, ou até mesmo acreditar. Não que espere o paraíso em um primeiro beijo, mas quando esses beijos e carinhos se prolongam fica difícil manter os dois pés fixos no chão.

A ironia é que já esperamos o pior, mas não acreditamos que ele virá. Deveria acostumar-me com a instabilidade de meu coração, não cair em tentação, dar-me por vencida. É o que sempre prometo a mim mesma. Mas como segurar um coração arredio, pulsante e cheio de vontades, como criança mimada que não consegue negar um doce?

Nem sei o que pensar, como agir, nem a que conclusões chegar. Apenas, como de costume espera-se o tempo passar, o vento soprar. Fecho os olhos e o que vejo é apenas uma imagem manchada do que deveria ser e não é, o papel ridículo que fazemos e repetimos a cada migalha de esperança que nos é oferecida.

É o tal contentamento descontente, e como diria o meu poeta:

" O amor é o ridículo da vida, agente procura nele uma pureza impossível que está sempre se pondo.. indo embora. A vida veio e me levou com ela, sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doi!"



Boa noite...


domingo, 3 de fevereiro de 2013

O que eu não quero!

E eis que surge uma pergunta constante: " O que você quer?"

Bem, o que quero são muitas coisas, mas não posso dizer com certeza todas elas, tantas vezes elas mudam, se renovam e tão rapidamente que não há como afirmar o que de fato quero.

O que eu sei é o que eu não quero!
Eu não quero viver uma vida sem graça, sem sorrisos, sem riscos, sem emoção. Eu não quero passar a vida inteira esperando por algo, ou ter o mesmo pensamento sempre. Eu não quero achar algo que não é pra ser.
Eu não quero ter medo, não quero perder, não  quero ficar sem dinheiro,  não quero que chova quando arrumar os cabelos ( rsrs), não quero a solidão seja ela de onde vier, família, amigos ou amores.

Não quero estar longe de quem amo por muito tempo, não quero esquecer as coisas boas que já me aconteceram e com certeza não quero esquecer os momentos ruins, por mais que ache que quero as vezes. Poque são eles que me fazem evoluir, não ficar cega novamente, são esses momentos que me fazem ser quem sou, os bons ou os ruins, tudo que nos acontece forma quem somos. E eu não quero deixar de ser quem eu sou.

Acredito que quando sabemos bem o que não queremos, fica mais fácil decidir o que nos vai fazer feliz, o que de fato queremos e está lá escondidinho em algum canto misterioso de nós, e a graça está ai no mistério do que somos e acreditamos ser o melhor. Tudo que sabemos são apenas suposições, nada é concreto. Então como não errar? É como disse no inicio, eu quero emoções, riscos.. e eles só vem assim quando não se sabe o que te espera, mas vai com todas as melhores expectativas que se possa ter ! .


Boa tarde ! :)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Metades inteiras..



E quem se contenta com metades, seja ela do que for?
Não se fica satisfeito em assistir metade de um filme, ter metade de um carro, uma casa metade arrumada, metade de um beijo, de um olhar, metade de um alguém.

Entre tudo que vivemos, tudo que sentimos, algumas coisas não fazem o menor sentido e nós nem sequer sabemos o que queremos a respeito, porém, outras, nós temos tanta certeza que chega ser insuportável fazer algo que mesmo que por instantes vá de encontro com o planejado.

Podemos decidir, e eu decido que não, que não quero um único momento de felicidade, algo pela metade, um breve sonho alegre, que passa tão rápido quanto o formato de uma nuvem num céu azul.

Não penso em andar ao lado se for só por um instante como uma doce ilusão que se perde num piscar de olhos.

Em vários momentos nos perdemos por desejos e vontades tão fortes, tão carnais e tão bons que  por segundos aquele prazer supera, é valido, mas no fim do dia ou na manhã seguinte tudo isso passa, e de que adiantou? Apenas uma memoria perdida em meio a tantas outras.

Eu quero o que fica, o que posso não somente repetir, mas o que posso ter pra mim, alguem que ao cair da noite eu possa dormir sabendo que ao amanhecer esse alguém ainda estará ao meu lado.


Era uma vez.. uma garota que sonhava, ela não queria o que era fácil  queria o que a conquistasse e de tanto que acreditava, um dia o seu sonho se realizou.


Boa madrugaa ... ;) !!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Peça particular..




Queria estar errada...
Mas como das outras vezes sinto que não estou. Acho incrível como nos apegamos a fantasias bobas, de como as coisas poderiam ser, ou acontecer, ou até mudar de uma hora para outra.

Gostaria mesmo de olhar vagamente as coisas, sem querer enxergar direito, para não ser ofuscada com a sombra do que queria que fosse. Queria não imaginar o depois do hoje. Queria apenas deixar o tempo levar. Mas que garota insistente que sou! Não me contento, eu penso, eu imagino, eu crio e invento um monte de coisas nessa cabeça de borboleta. Ao menos muito disso tudo eu guardo pra mim, o que eu ainda não sei ao certo se é o melhor.
Porque tanto o meu quanto o teu silêncio sufoca, chega a corroer por dentro, cada palavra não dita rasga minha garganta a baixo como uma faca afiada. E eu fico aqui como aquela criança que espera ansiosa no show de magica ser convidada a subir ao palco e participar do truque, na esperança de que ao menos por alguns segundos irá brilhar junto ao magico em seu espetáculo particular.

Boa noite !

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Ar nos meus pulmões, por favor!




Esse momento, é aquele em que tudo para, nada mais faz sentindo algum em sua cabeça.
Já não se sabe se é aqui que quer estar, ou se lá é o melhor caminho. 
Não sabe se quer, se não quer. Se gosta, se apaixona, se ama. Se desapega, se acalma ou se afasta!

Já tem um tempo que não sinto esse friozinho na barriga. Essa vontade de falar bem alto o que sinto, e que se exploda o resto. É uma vontade estranha de fazer tudo ao mesmo tempo, de querer tudo ao mesmo tempo. As vezes penso que preciso de um freio, talvez um pouco mais de foco.

É que as vezes me dá medo novas escolhas, novas pessoas, novas fases, mas é assim que a vida é, cheia de peripécias, cheia de novidades, te testando em cada esquina, vendo até onde vai dar. A mim só cabe experimentar, muitas vezes deste doce outras vezes amargo momento que a vida tende a proporcionar.

Pra terminar, um pequeno texto de Cazuza que sempre me faz pensar:

" O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se ponto. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doí."

Boa noite a todos! 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Trancado!



Quem lhe deu o direito de abusar de mim?
Você não é bem vindo em mim, em minha mente, em meu corpo, nem ao menos em meus pensamentos. Você veio com sonhos, doces sonhos, dos quais acreditei, mas se tinha intenção de destroça-los como um lobo faz a sua presa por que começou?
De fato quis ser seduzida por tais encantos, é exitante ser desejada e desejar, mas não vale a pena depois de um momento. 
Vejo cenas, momentos, mãos sobre meu corpo, vozes, sons, conversas, fantasmas que insistem em me perseguir a cada esquina que eu viro, a cada susto que eu tomo.
Conte-me como deve ser fantasticamente incrível ver-me desmoronar no chão. Você fala como se me conhecesse, mas não, você não me conhece, não sabe nada, do mais simples ao mais complexo.
E a partir de agora, quero meu coração trancado, escondido, protegido de tudo isso que me engana e se vai  como uma folha seca no vento forte, não quero mais um vendaval, aguardo, talvez não tão ansiosa quanto antes, uma calmaria que arrepie, mas que além disso seja verdadeiro.

Boa noite, espero que tenham uma melhor que a minha...