sexta-feira, 11 de abril de 2014

A arte do desapego




Muita gente diz para praticar o desapego. 

Esse bendito desapego só pode ser uma arte, e que Puta arte, diga-se de passagem.
Talvez só consiga praticar tal estripulia, um artista experiente, digno de um prêmio Nobel. 

Por que eu, mera mortal, não consigo concluir tal ato com esplendor, por mais que insista, ensaie, pratique e repita a cena mil vezes continuo errando nos detalhes mais simplórios que há. Como quando quase sem querer,  vejo uma foto, tão brevemente (quase na velocidade da luz) e mesmo assim nesse curto período de tempo, erro o texto, perco a fala, o tempo, o compasso, o contexto, o molejo, o equilíbrio e toda sanidade até aqui estudada se desvaira. 

Como conseguir apagar da memória coisas as quais você nunca pensou que deveria esquecer? Imagens que quando aconteceram você fez questão de colar com cola definitiva nas paredes da memória e em cada cantinho que esse coração filho de uma mãe desnaturada reservou para pessoas aparentemente especiais.

Sabe, talvez eu nunca esqueça, nunca desapegue, nunca apague as memórias que um dia considerei importantes demais para serem esquecidas, até porque foram elas que me fizeram ser quem sou hoje, uma pessoa com suas bagagens, suas historias, seus conhecimentos ou não. Um tanto mais preparada para os próximos eventos cotidianos e complexos que a vida me convida a participar.

De qualquer forma, vou seguindo assim, sem ganhar o Oscar de melhor adaptação, mas tentando sempre a indicação de quem sabe, melhor atuação?!

domingo, 9 de março de 2014

Cores de mim



Eu não queria ser tão contida às vezes. Queria poder ao menos uma vez, jogar tudo no chão, lançar algo sobre a parede e ver se espatifar por inteiro como se me visse no objeto quebrado, extravasar dessa forma aparentemente boba, toda agonia que eu sinto! Queria falar sem pausas, sem meio termo, sem cautela,  sem medo, gritar!

Mas ao contrario disso, engulo qualquer sentimento contido de revolta em minha boca, ficam presos na minha garganta, as mãos formigam de vontades, sucumbidas pela minha maldita mente que teima em ser coerente, ética e patética o tempo inteiro.

Gostaria de poder lhe falar o quão patético você me parece ser, com toda sua postura de garoto certo, de calmo e passivo, com ideias organizadas o tempo inteiro. Desculpe-me realeza, eu não sou assim, sou um baralho bagunçado, sou o castelinho de dominó quando cai, sou um pássaro aprendendo a voar, todo descoordenado, desalinhado, nada equilibrado, mas que tenta acertar, que não desiste, porque sabe que vai conseguir fazer o que precisa ser feito.

Eu não sou fácil, eu nunca disse que seria, mas se não for pra me acrescentar algo, melhor nem ficar, se for pra me criticar o tempo inteiro e se não forem construtivas, mas apenas destrutivas eu definitivamente não preciso de você!


Não te peço que goste de minhas loucuras inofensivas, mas não permito que as critique sem fundamento. Eu sou isso que você vê, eu não peço pra ficar, ou pra gostar, se fica é porque quer, porque gosta, e se gostar que seja do meu conjunto, não aceito mesquinharias de sentimentos. É tudo ou nada, não existem amores pela metade. E eu? Eu não seria essa exceção. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

In versos bagunçados ...


É que as vezes um turbilhão de sentimentos, pensamentos, duvidas e exclamações gritam em minha cabeça. E o que fazer com tanta divergência de informação? 
Não creio que seja a unica a ter tal revertério momentâneo. Mas acredito que cada um tem sua forma de lhe dar com toda essa bagunça particular. 

Há tempos não faço uma faxina daquelas que se limpa toda poeira, que joga fora tudo que já não tem mais uso, que arruma tudo que de fato ainda faz sentido permanecer onde esta. Ainda não a fiz talvez por medo. Sim, medo! Medo de talvez jogar algo que no fundo eu sei que é desnecessário, mas que em alguns momentos penso que me fará falta, quando na verdade isso é só medo de descobrir que não preciso mais. 

Talvez isso seja nosso subconsciente nos convencendo de que precisamos de momentos ruins para aproveitar melhor as coisas boas, ou simplesmente é ele querendo se fazer de vitima. Sinceramente, não saberia explicar o que é isso e nem tão pouco quero... Tem coisas que é melhor nos mantermos entorpecidos de um pouco de ignorância. 

De qualquer forma ainda não me sinto preparada pra meter as caras e faxinar minha bagunça mental, mas as vezes é preciso agir, encher os pulmões de ar, buscar forças de qualquer lugar e mudar, porque nada, absolutamente nada que possua emoções esta fagado a permanecer igual! 

sábado, 17 de agosto de 2013

Meu baralho bagunçado...


Hoje eu não queria escrever, não sobre isso pelo menos, eu queria mudar!

Sabe... mudar o rumo das coisas, diferenciar o histórico, invetar novos personagens, cenários e diálogos para esse meu filme recheado de drama e comédia no qual eu tenho escrito para mim e os atores insistem em improvisar diversas cenas que fazem que todo o contexto já pré-definido, seja reescrito, recriado e que nem sempre é favorável a protagonista dessa loucura toda. 

Queria entender qual a linha de raciocínio que devo seguir, porque quando penso que está tudo bem, ai tudo muda novamente, e de novo, e de novo e de novo, e no meio de de tanto "de novo" eu já não lembro mais onde parei de você ou quando você parou de mim... 

Nunca fui muito fã de joguinhos, não sei contar, ou estrategiar para dar a cartada final e vencer o jogo com truques, acho que quase nunca lembro de deixar a carta na manga, na maioria das vezes o meu barulho tá todo bagunçado e eu paro de tentar entende-lo, geralmente solto tudo de uma vez, mostro meu jogo de cara e acho que é por essas  e outras que quase nunca sou vencedora da partida.


Rever alguns conceitos?! Talvez aprender a jogar? Quero conhecer mentes novas, com ideias novas, costumes e saberes diferentes dos costumeiros, quem sabe não aprendo, ou até começo a virar o jogo, conseguir acertar a tal cartada final e fazer o esperado final feliz finalmente chegar ?! 


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Seu Nome



Não serei eu a querer te cobrar o que não posso ter.
Tenho cismas pequenas, chatices tolas que infelizmente ainda não consegui mudar.
Talvez um dia alguém se esbarre em mim e me fale coisas bonitas que pela primeira vez não sejam só bonitas .. mas também verdadeiras.

Lembro-me apenas de 01 pergunta: " O que você pensa ao ouvir meu nome?"
E sabe, não te dei a resposta certa. Porque se eu conseguisse dizer sem medo com todas as palavras, a resposta seria que penso como tudo é irônico, como é se encantar tanto por alguém e ter que vê-la partir, diria que me corta a alma saber que não irei te ver e pior ainda não saber se quando retornar você ainda se lembrará de mim, que sa eu de você. Porque as vezes o seu silencio ou suas meias palavras me enchem de duvidas, e fazem pensar se devo te esperar. E nesse turbilhão de ideias que mais parecem papeis repicados soltos na frente do ventilador, fico aqui paralisada, sem saber como reagir, o que fazer, como somente ser eu.

Me pego vendo cenas do que poderia ser e não será, do que é e não se repetirá.
Saber que talvez não mais ouvirei sua voz, talvez não mais sinta seu cheiro, talvez não mais possa rir a toa só porque me veio você na memoria, talvez não mais ouvirei você solar, cantarolar, falar ou apenas me desejar boa noite, tudo isso me faz confusa e pego a matuta formas mais malabarísticas de entender tudo da melhor maneira possível para tentar amenizar a certeira dor de antecedência que já me toma por agora.

E a cada vez que ouço uma pergunta ao invés de uma expressão de desejo seu, fico a pensar que talvez já seja a hora de parar de sonhar.


terça-feira, 23 de abril de 2013

Talvez seja hora de partir...



É bem aquele momento que você sabe que não deveria esperar nada, mas mesmo assim, se ousa ter certeza de que algo irá acontecer ... 

Agente vai levando a vida, devagar, um dia após o outro, as vezes adiando decisões, parando e avaliando questões, todos os dias, uns fazendo o que gostam e outros nem tanto. E nessa jornada acabamos por adquirir a arte de ingerir coisas indigeríveis, coisas das quais ninguém deveria ouvir, ver ou até mesmo compartilhar. A cada dia que passa nos apegamos a algo que acreditamos valer a pena, nos apoiamos a cada vestígio de esperança que resta em nós mesmos para acreditar que algumas coisas irão realmente mudar. Hoje foi assim, mesmo que todos os fatos, escrachados, constatados e verificados apontassem que nada iria acontecer, me apeguei a pequenas esperanças ilusórias que criei.

E quando naquela tela ( que para mim parecia estar em branco) não vi o que esperava, por mais insignificante que pareça, meu mundo interno entrou em conflito, de repente eu vi que estava tudo errado.
Perguntas que frequentemente eu respondo de forma vaga, de forma errada, de forma inadequada se puseram em frente a mim.

Quais os motivos que me prendem aqui já que tudo se foi? O que estou de fato esperando? De quanto tempo mais eu preciso? 

Em meio a esse tumulto pessoal, já não conseguia conter as lagrimas, a voz no telefone não saia, e como explicar o que acontecia comigo naquele momento? Eu queria um abraço, qualquer um que fosse, perdido, mendigado, qualquer um de bom grado... mas não havia ninguém .. 

Na verdade .. não há ninguém !
... Talvez seja hora de partir ...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Intimo..



Uma luz escura, o suficiente para se ver o que é preciso.
Uma musica de fundo para inspiração e a imaginação fluírem melhor. O cheiro forte e quente de dois corpos ainda não unidos, mas fervendo de vontades.

Uma liga, um corset, aperfeiçoando suas formas e curvas, e o corpo fala por si só, levado as notas que ecoam entre o quarto. Os braços se erguem e vão descendo lentamente pelos cabelos, embalados pela musica, ela anda em direção ao seu alvo e lentamente o leva para a cama , o empurra e a perna à mostra com um belo salto  sobe imponente para entre suas pernas, a mão que antes deslizava sobre os cabelos passa pelos lábios macios e carnudos enquanto um leve olhar  devora o que à sua frente.

Ela vai o deitando aos poucos e indo em sua direção, para cima como quando um leão se prepara para atacar sua presa, sem pressa saboreia toda luxuria que o momento lhe proporciona.
Ataca-se a pele, come com voracidade a boca, se perdem entre os corpos, as mãos firmes puxam os cabelos, arrepios causados pelo toque da linguá...

E todos sabemos onde termina, dois corpos desnudos numa cama ardente, suspiros ofegantes, gemidos mudos, soltos, libertos de qualquer pudor, livres, certos de que não havia nada melhor a ser feito.